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Consumismo do conteúdo superficial

Nesses últimos tempos tenho refletido sobre como a humanidade tem se satisfeito com as meia dúzia de frases de um lead.
Tendências do mundo ligeiro e global que, de uns tempos pra cá, buscam os brilhantes profissionais Multidisciplinares fez com que ficássemos pouco exigentes com o que consumimos quando o assunto é conteúdo. 
O momento também das curtas frases de um Tweet ou das breves legendas das postagens do Facebook e Instagram, ou seja lá qual for a rede social, nos fez contentes com o pouco. Com o dito por dizer, com o não refletido em um contexto de construção de reflexão tangível.
Cá entre nós, as repetições andam cansando. Os temas das fotos também. Perdemos a noção do que importa muitas vezes. Queremos ver o nada e comentar menos nada ainda. Acho até que o botão comentar deveria ser economizado para não nos fazer passar pelo vexame que é ler um tão batido "top", "curti" e outras tantas repetidas palavrinhas e ícones dessa nossa geração sem a menor inquietação. E que a opinião de um blogueiro qualquer ganha mais relevância que muitos estudiosos. Nada contra os blogueiros, mas em que mesmo são especialistas? De onde veio a base dessas tão prestigiosas opiniões?
O mais assustador de tudo isso é que tais comentários tão simplórios foram replicados e incorporados no discurso de jovens, se é que podemos chamar aquilo de "discurso". 
Estamos carentes de questionamentos, de reflexões, de análises e de previsões. Pobres dos ricos tempos em que as frases começavam com "eu penso que".
A coisa anda tão crítica que mais difícil que encontrar que encontrar quem esteja disposto a pensar, é achar quem faça disso uma prazeirosa rotina.
Boa noite aos pensantes!

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